A dor do outro não é minha dor…

Muitos podem me julgar por esse título, mas, quero refletir com você sobre isso.

A dor do outro não é minha dor, não tem que ser minha dor. E, isso não é egoísmo ou falta de empatia.

Empatia é você tentar compreender o comportamento do outro.

Em nossas relações, principalmente no ambiente familiar, sempre estamos tomando para nós os problemas, as frustrações, o histórico de vida da pessoa que amamos. Mas, uma coisa é sermos solidários, outra é tomarmos o sofrimento.

Quando tomamos a dor do outro, estamos nos excluindo, assumindo um papel que não nos pertence, e isso de certa forma, emaranha nossa vida. Temos que voltar para nosso lugar, seja de amigo, conselheiro, ouvinte… e não mais do que isto.

Devemos chorar com os que choram, sorrir com os que riem, mas sempre no nosso lugar.

Mas, qual seria o equilíbrio para termos uma vida de empatia e sem sofrimento?

Não é nada fácil, mas, basta entendermos que cada um é responsável por sua própria vida, e que as dores e alegrias fazem parte do nosso processo de evolução, de crescimento.

A dor que a pessoa que você ama está vivendo no momento, faz parte deste processo e por isso, não devemos interferir, ou “pegar” para nós, achando que com isto resolveremos tudo em favor da pessoa amada.

Ajude sim a enxugar as lágrimas, dê o abraço acolhedor, ofereça a palavra amiga, tente compreender, sempre! Mas, não leve para seu travesseiro um processo de vida que não lhe pertence, cuide você das suas próprias dores, cuide do seu processo de amadurecimento. E entenda, Salvador só existiu um: Jesus Cristo!

Um forte abraço!

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